COLETIVO SINDICAL SANKOFA, CONTRA o CORPORATIVISMO! E a favor da GREVE GERAL DO DIA 15 DE MARÇO!

COLETIVO SINDICAL SANKOFA, CONTRA o CORPORATIVISMO! E a favor da GREVE GERAL DO DIA 15 DE MARÇO! 




No dia 06 de março de 2017 estiveram reunidos na sede do SINDAE, no bairro do Barris, diversos movimentos sociais e entidades, debatendo e organizando a intervenção dos lutadores e lutadoras contra a "REFORMA DA PREVIDÊNCIA" do governo Temer e seus aliados!

O COLETIVO SINDICAL SANKOFA esteve presente e fez suas intervenções e proposição no enriquecimento e na tática adotada nessa batalha. Onde no dia 15 de março iniciará a PARALISAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES.

Dia 15 de março de 2017 iniciará a GREVE GERAL contra a reforma da previdência. Diversas manifestações de trabalhadores ocorrerão em todo território nacional e durará até o dia 24 de março. E aqui em salvador o ato se iniciará nas primeiras horas da manhã do dia 15. E pela tarde, ás 15h, deverá ocorrer concentração para um grande ato no centro da cidade.

A greve geral nacional reivindica, sobretudo, por nenhum direito a menos...CONTRA A REFORMA DA PREVIDENCIA!

O SANKOFA...CONTRA O CORPORATIVISMO!

E esta luta, no entendimento desse COLETIVO SINDICAL SANKOFA, está para além do discurso corporativista que ainda se expressa de forma equivocada e mesquinha no seio de alguns segmentos de trabalhadores que ensaiam sair da dita reforma como segmento que imagina ser privilegiado.

O COLETIVO SINDICAL SANKOFA, rechaça e se opõe radicalmente a esse entendimento e movimentação de alguns setores que imaginam serem feitos "de um barro diferente"! 

Os ataques da reforma alcançam a todos que vivem do mundo do trabalho, assalariados, do setor público ou privado.

É compreensível, até, que cada categoria, profissão e segmento laboral, se organize e se articule para com seus pares na função. Entende-se que é preciso emular e destacar as singularidades da reforma a cada categoria.

Contudo, é incompreensível (pra não dizer burrice!) quem imagina que diante desses ataques do governo federal...uma luta corporativista e isolada de segmentos de trabalhadores que se consideram melhores ou especiais, possá lograr êxito. Ou amenizar as consequências das reformas para si.

É preciso entender que qualquer pedido de privilégio...significará o sacrifício de muitos outros trabalhadores! Quando não...ao peso de chantagens contra a própria categoria que negocia ser poupada em alguns detalhes sórdidos.

Dessa forma, aquela categoria que negocia ser poupada apresenta a seguinte lógica:

“Se é para prejudicar alguém...que sejam os outros. Eu irei me submeter e aceitar os prejuízos...contanto que não seja o meu! ”

E já assistimos esse ensaio agora em 08 de fevereiro, do ano em curso, quando grupos de policiais (de todas as matizes) foram a Brasília pedir (isoladamente sem solidariedade e apoio de qualquer outro setor ou categoria de trabalhadores) para serem poupados da reforma!

Esse foi o maior desespero egoísta que se verificou até o momento!...

Se reuniram com o relator da proposta de emenda constitucional de número 287/2016, (PEC 287/16), Dep. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), e ouviram do parlamentar que não havia condições de retirar policiais da reforma. Mas que algumas funções executivas e de linha de frente nas instituições policiais, PODERIAM ser mantidas no direito à aposentadoria especial. Sem serem alcançadas na reforma.

Mas vejam que isso é um entendimento de um relator…uma possibilidade! E ainda assim...assistimos dirigentes sindicais e seguidores desse raciocínio, festejarem essa hipótese como se fosse uma vitória. Voltaram, então, para suas bases...e lá comemoraram uma promessa com cunho de possibilidade! Ao custo de concordarem que todos os outros segmentos se explodam!

A que ponto nossos colegas policiais se encontram na luta trabalhista!

Considerando-se um profissional diferente, diante do mundo do trabalho, com status de especial. A ponto de reivindicar manutenção de direitos para si, em detrimento da desgraça alheia.  Acreditando, assim, que não são trabalhadores (e se são...são feitos de um barro especial!). E que necessitam gozar de uma prerrogativa no direito...diversa dos demais trabalhadores.

E para piorar...se submetendo a todo tipo de chantagem e desmoralização, acreditam que isoladamente possuem força o suficiente para um projeto econômico e político, dessa magnitude, possa os pouparem.

Os policiais, professores e alguns segmentos de servidores públicos...se abstêm da necessária unidade e organização nacional trabalhista, para fazer frente a um projeto nacional que ataca e prejudica a todos...para escolherem a luta isolada...mesquinha e fracassada.

Decididamente...abrindo mão da possibilidade de engrossarem as fileiras das lutas com maior possibilidade do êxito e de vitória, com os demais segmentos de servidores e trabalhadores no geral.

Preferem lutarem sozinhos...a se irmanar e se solidarizar aos demais segmentos de trabalhadores que tentam se organizar para enfrentar essa onda de reformas que prejudicarão a todos(as).

Contudo, o COLETIVO SINDICAL SANKOFA...não coaduna com esse pensamento e não concordará em ações e manifestações que busque o isolamento e a luta fraticida contra a classe trabalhadora.

Os policiais são trabalhadores e servidores públicos como qualquer outro servidor, e devem se solidarizar e construir a unidade dos que vivem do trabalho e precisam se unir na luta contra essas reformas!

Acreditamos que é tempo de autocritica e revisão dos erros! Nada está dado! E seremos capazes de dá a volta por cima do corporativismo idiota...e nos juntarmos nessa onda de protesto e lutas.


Só a luta muda a vida!

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